
O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly e Alan Michael, em Bacabal, no interior do Maranhão, foi um dos temas discutidos nesta segunda-feira (2) durante uma audiência pública no Senado Federal sobre o desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil.
O debate ocorreu na Comissão de Direitos Humanos do Senado e reuniu especialistas, autoridades e representantes das forças de segurança. Já são 58 dias desde que as crianças foram vistas pela última vez, em 4 de janeiro, e o caso é considerado incomum no estado pela falta de vestígios que possam ajudar a esclarecer o ocorrido.
Desde o início das buscas, uma força-tarefa percorreu mais de 200 quilômetros por terra e água, utilizando drones, cães farejadores e mergulhadores, mas sem resultados até o momento. A audiência foi proposta pela senadora Damares Alves e discutiu medidas para fortalecer políticas públicas voltadas à prevenção e investigação de desaparecimentos.
Segundo o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, o Maranhão registrou 1.182 casos de desaparecimento no ano passado, entre crianças e adultos. Representantes do estado, como integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão e da Polícia Civil do Maranhão, afirmaram que as buscas continuam em Bacabal e que qualquer informação da população pode ser essencial para o avanço das investigações.
