Moro acusa governo de incoerência ao barrar convocação de Lulinha na CPMI do INSS

O senador Sergio Moro (União-PR) reagiu às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o filho, Fábio Luís Lula da Silva, e questionou a coerência do governo diante das investigações que apuram fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Para Moro, há um claro descompasso entre o discurso público do presidente e a atuação da base governista no Congresso, que teria trabalhado para impedir que Lulinha prestasse esclarecimentos à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Em publicação nas redes sociais, Moro afirmou que, enquanto Lula declara que o filho deve explicações sobre suas relações com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, aliados do Planalto atuam para barrar sua convocação.

Na quinta-feira (5), a base governista rejeitou o requerimento que previa ouvir Lulinha na CPMI, o que intensificou as críticas da oposição, que cobra mais transparência e defende que todos os citados nas investigações sejam ouvidos. As apurações apontam suspeitas de intermediação de interesses privados dentro do INSS, enquanto Lulinha nega qualquer envolvimento nas irregularidades.

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