Eudes Sampaio confirma no STF cobrança de propina por Josimar Maranhãozinho e aliados do PL

O ex-prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio, confirmou em audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) ter sido procurado por um agiota para tratar de pagamentos em troca da liberação de recursos federais destinados à saúde do município.

A suposta cobrança está na origem da ação penal contra os deputados do Partido Liberal (PL) Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE).

A denúncia, feita por Eudes em 2020, motivou a investigação da Polícia Federal (PF), que concluiu pela existência de um esquema de cobrança de propina em troca da liberação de emendas parlamentares.

A oitiva de Eudes, realizada nesta quarta-feira (13), foi a primeira do processo e reafirmou o relato de um encontro com Josival Cavalcanti, o Pacovan, apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como operador do esquema.

Pacovan, assassinado em 2024, teria intermediado a cobrança. Segundo o ex-prefeito, ainda em 2019 o município solicitou ao Ministério da Saúde recursos adicionais para a área, mas, segundo ele, não houve contato prévio com parlamentares para viabilizar a liberação, afirmando que dependeram apenas “da sorte”.

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