ICMBio é acusado de perseguição a trabalhadores nos Lençóis Maranhenses

A atuação do ICMBio em barracas de tapioca no atrativo Testa Branca, dentro do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, reacendeu a revolta de moradores que dependem diretamente do turismo para sobreviver.

Em vez de orientar e dialogar, fiscais do instituto têm sido acusados de agir com rigidez desproporcional, impedindo trabalhadores simples de exercerem suas atividades.

A proibição da venda de bebidas alcoólicas, ainda que respaldada por decisão do Conselho do Parque, é apenas um exemplo da falta de sensibilidade com a realidade social local.

Muitos veem a medida como mais uma ação que penaliza quem mais precisa, enquanto problemas graves de preservação e infraestrutura permanecem ignorados.

O ICMBio, em nota, alegou que a decisão foi tomada em reunião do Conselho Consultivo e comunicada oficialmente aos empreendedores em dezembro de 2024. Mas o tom da fiscalização e a forma como foi conduzida a ação, como flagrado em vídeo amplamente compartilhado, despertou críticas por falta de diálogo e empatia.

Proibir moradores de vender seus produtos sem oferecer alternativas concretas de inclusão econômica é visto como um retrocesso. Para quem vive dos Lençóis, trabalhar não é uma escolha é questão de sobrevivência.

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