
Durante a abertura do segundo semestre do Judiciário, nesta sexta-feira (1º), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez um pronunciamento contundente em resposta às sanções impostas pelos Estados Unidos.
Ele afirmou que continuará exercendo seu papel constitucional “de forma colegiada” e rejeitou o que chamou de tentativas de intimidação. “Este relator vai ignorar as sanções aplicadas e vai continuar trabalhando”, disse Moraes, referindo-se diretamente à inclusão de seu nome na lista da Lei Magnitsky — legislação americana usada para punir acusados de corrupção e violações de direitos humanos.
Em tom firme, o ministro classificou as pressões externas e internas como “ameaças covardes e infrutíferas” e defendeu a soberania nacional, alertando para articulações que visam descredibilizar o STF e enfraquecer o sistema democrático. Moraes denunciou pressões para anistiar envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, bem como tentativas de forçar pedidos de impeachment de ministros da Corte.
“Acham que estão falando com milicianos, mas estão falando com ministros da Suprema Corte brasileira”, disparou. O episódio marca um ponto de tensão diplomática entre Brasil e EUA, com o governo Lula e autoridades brasileiras manifestando apoio explícito a Moraes e rechaçando o que consideram uma violação da soberania institucional do país.
