
O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), concedeu duas entrevistas nesta terça-feira (29) a veículos nacionais — Metrópoles e SBT News — nas quais abordou os impactos do tarifaço decretado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e reafirmou a importância do diálogo institucional entre os estados brasileiros e o governo federal.
No programa Metrópoles Entrevista, Brandão alertou para os prejuízos ao setor de celulose no Maranhão e na Bahia com a taxação de 50% imposta por Trump, e reforçou que o Porto do Itaqui não será diretamente afetado nas exportações de soja e milho.
Já sobre combustíveis, explicou que qualquer reação tarifária brasileira pode impactar o agro e o consumidor final. Brandão defendeu que a resposta brasileira deve ser articulada pelo presidente Lula e pelo vice Geraldo Alckmin, evitando ações isoladas de governadores.
Em entrevista ao SBT News, o governador voltou a defender a “missão de governadores aos Estados Unidos” e afirmou que a Lei da Reciprocidade Econômica, sancionada por Lula, só deve ser aplicada após o esgotamento do diálogo diplomático.
Brandão também destacou os avanços sociais do Maranhão, como a retirada de cerca de um milhão de pessoas da extrema pobreza e a ampliação do programa Maranhão Livre da Fome, que atende 430 mil beneficiários. Ele reafirmou o compromisso com a gestão e disse que 2026 será o momento adequado para discutir eleições, além de reforçar o respeito ao ministro Flávio Dino, com quem mantém relação institucional.
Ao encerrar, Brandão destacou seu perfil municipalista e conciliador: “Tenho aliança com a esquerda, o centro e a direita. O importante é trabalhar para melhorar a vida do povo maranhense.”
