
A primeira sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Maranhão após o vazamento de uma suposta conversa atribuída ao vice-governador Felipe Camarão (PT) foi marcada por discursos incisivos e apelos por prudência.
A principal envolvida no episódio, a deputada Mical Damasceno (PSD), cobrou de Camarão que entregue seu celular à Justiça para perícia. “Se o senhor vice-governador Felipe Camarão não tem nada a temer, que ele entregue o celular para a Justiça. Por que não? O que custa? Rapidamente tudo será esclarecido”, afirmou, reforçando que acredita na veracidade do conteúdo vazado.
Em contraponto, o deputado Carlos Lula (PSB) adotou um tom mais conciliador, pedindo cautela e destacando que tanto Camarão quanto Damasceno estão sendo expostos de forma injusta.
Ele ainda sugeriu que o caso pode ter sido fomentado por interesses eleitorais: “De repente se inventa uma crise envolvendo o vice-governador, e se coloca a honra de uma deputada da Casa no meio disso. (…) Não quero acreditar que houve dinheiro envolvido, mas a Casa não pode transformar isso em pauta política.” A crise segue em evidência e deve continuar repercutindo no ambiente político estadual.
