
Na tentativa de se consolidar como o nome da direita ao Governo do Maranhão, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), tem acumulado reveses que colocam em xeque sua estratégia belicista. Recentemente, gestos de aproximação ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), resultaram em um silêncio ensurdecedor.
O movimento foi interpretado por analistas políticos como um indicativo de que não há espaço para aliança entre os dois. Tentativas de diálogo com o grupo do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) também não surtiram efeito: a resposta, ainda que indireta, foi clara — o apoio do PL está fora de cogitação.
A situação se agravou com os ataques públicos da deputada estadual Mical Damasceno (PSD), uma das vozes mais influentes entre os evangélicos da Assembleia de Deus, que declarou que Lahesio “diz muita besteira” e parece ter “um parafuso frouxo”.
O embate pode representar um corte importante em uma das bases que mais o apoiaram em 2022. Diante dos sinais de isolamento político, o pré-candidato do Novo enfrenta um cenário delicado, que exige revisão urgente de sua tática, sob o risco de enterrar precocemente sua nova investida rumo ao Palácio dos Leões.
