
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (2) a implementação de uma tarifa de 10% sobre todas as importações do Brasil.
A medida faz parte de um decreto que estabelece tarifas recíprocas para países que impõem taxas sobre produtos norte-americanos.
Segundo Trump, a regra estabelece que as tarifas recíprocas serão pelo menos metade da alíquota cobrada pelos parceiros comerciais, com um piso mínimo de 10%. O republicano justificou a decisão alegando que os EUA vêm sofrendo com um sistema “injusto e desproporcional”.
“As nações estrangeiras finalmente serão convidadas a pagar pelo privilégio de acesso ao nosso mercado, o maior mercado do mundo”, declarou Trump.
As novas taxas não se acumulam com tarifas específicas já anunciadas. No caso do Brasil, todos os produtos serão taxados em 10%, exceto aço e alumínio, que seguem com taxa de 25%.
Impacto global e reações
Trump também exemplificou as tarifas que serão aplicadas a outros países e ressaltou que, para evitá-las, empresas estrangeiras deveriam transferir suas fábricas para os Estados Unidos.
“Tarifas nos dão proteção contra aqueles que nos fariam mal economicamente e, mais importante, garantirão o crescimento do nosso país”, afirmou.
O chamado “tarifaço” gerou incertezas no mercado financeiro global, com impactos já sentidos em bolsas e moedas internacionais.
No Brasil, o Senado Federal reagiu rapidamente e aprovou, em regime de urgência, um projeto que autoriza o governo a retaliar países ou blocos econômicos que imponham barreiras comerciais aos produtos brasileiros. A medida teve apoio amplo do Congresso e do governo.
